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Paraná UNIOESTE 2013.2 Questão: 16 Português Geral 

 

 

 

Abram Alas

Um estudo do Fórum Econômico Mundial (aquele que se reúne em Davos, na Suíça), publicado no ano passado, situou o Brasil em 52º lugar num ranking de competitividade turística internacional. A colocação até que não seria má, caso o Brasil não tivesse emplacado um primeiro lugar num dos quesitos mais importantes da avaliação: riquezas naturais (que incluem paisagem, natureza, povo, história e cultura). Os 51 postos que separam uma posição da outra são a medida exata do potencial que temos a desenvolver. O turismo internacional é um segundo pré-sal. Mas, antes de mais nada, é preciso que o brasileiro se dê conta da importância do turismo. No fundo, consideramos o turismo internacional receptivo uma atividade menor. Vender aviões nos dá mais orgulho do que lotar de gringos nossos resorts. Além disso, somos territorialistas – achamos normal que os brasileiros tomem conta de Bariloche no inverno, mas somos receosos da presença ostensiva dos argentinos em Búzios. E muitos de nós acham que o Brasil precisaria primeiro virar a Suíça para depois começar a receber turistas. No entanto, US$ 1 deixado por um turista estrangeiro é mais bem distribuído do que US$ 1 de avião exportado. O turismo é incomparável na sua capacidade de absorver mão de obra não qualificada. Mesmo em lugares desenvolvidos, o turismo é tratado como atividade essencial. No dia seguinte ao ataque às Torres Gêmeas, o prefeito Rudolph Giuliani foi à televisão conclamar o mundo a visitar Nova York. A França não faz distinção entre o turista do Louvre e o das praias da Côte d’Azur. Não estamos familiarizados com o turismo internacional de massa porque não temos turismo internacional de massa. A África do Sul recebe o dobro de visitantes estrangeiros; a Tailândia, o triplo. O balneário mexicano de Cancún registra quase tantos turistas internacionais quanto o Brasil inteiro. E o que muitos brasileiros não se dão conta é de que o apelo turístico do Brasil está justamente em não ser como a Suíça... O Brasil não é um destino para todos, mas certamente é para muito mais turistas do que os que têm nos visitado. E, se a distância e o câmbio são empecilhos, há uma variável em que dá para atuar rapidamente: a informação. Os destinos brasileiros precisam estar disponíveis com serviço atualizado e completo, em inglês e espanhol. Já somos os turistas mais cobiçados do mundo. Está mais do que na hora de nos tornarmos um destino cobiçado também.

Ricardo Freire, revista Gol de maio de 2012.

Vender aviões nos dá mais orgulho do que lotar de gringos nossos resorts, produz efeito de que

 

 

 



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