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Paraná UNIOESTE 2012.2 Questão: 1 Português Redação 

 

 

 

Vestibulando:

A seguir, constam as orientações para realizar a Prova de Redação. Leia-as atentamente, escolha um tema e faça o rascunho (se achar necessário) no espaço reservado para isso. Ainda que este caderno deva ser devolvido ao final da prova, o seu rascunho de redação não é considerado para efeitos de aferição de nota no vestibular, valendo apenas o texto que você escrever na folha de versão definitiva. Além deste caderno, você receberá, portanto, a folha de versão definitiva. Nela, você deve passar a limpo o texto definitivo da sua redação, pois é a folha de versão definitiva que a Banca de Redação irá avaliar.

Quanto à folha de versão definitiva:

✔ Não preencha o canto superior direito, pois esse espaço está reservado para o lançamento da nota pela Banca de Redação!
✔ Não escreva seu nome, nem seu número de inscrição em nenhuma parte desta folha, pois a folha já está personalizada no rodapé!
✔ Assine no rodapé da folha.
✔ Redija com a caneta fornecida pelos fiscais.

Orientação Geral

Há duas propostas sugeridas para redação. Você deve escolher uma delas e desenvolvê-la conforme as determinações solicitadas: tipo de texto, destinatário, linguagem mais apropriada, objetivo que deve ser alcançado. Os textos apresentados nas propostas foram extraídos de fontes diversas e apresentam fatos, dados, opiniões e argumentos relacionados com o tema de cada proposta. Eles não apresentam necessariamente a opinião da Banca de Redação: são textos como aqueles que estão disponíveis na sua vida diária de leitor de jornais, revistas ou livros. Ao elaborar sua redação, consulte a coletânea e a utilize segundo as instruções específicas de cada proposta. Atente, entretanto, para o fato de que não basta simplesmente copiar passagens ou partes de maneira aleatória. Elas só devem ser utilizadas de forma articulada à posição que você pretende defender. Você poderá utilizar outras informações e argumentos que julgar relevantes para o desenvolvimento de seu texto.

PROPOSTA 1

Tomando como base na reportagem abaixo, escrita pelo colunista Simon Kuper e publicada na Revista Superinteressante de junho de 2011, escreva uma CARTA DO LEITOR ao editor da revista, posicionando-se em relação à COPA DO MUNDO NO BRASIL: POPULAÇÃO MAIS POBRE OU MAIS FELIZ?

Copa deixa você mais pobre. E mais feliz

Quando um país recebe o mundial, os ganhos não cobrem os gastos com estádios. Mas o grau de felicidade da população aumenta. E isso também pode ser medido em números
por Simon Kuper

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!” Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão foi 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados foi bem menor que a prometida e a Fifa não deixou os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico. Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes. O preço da felicidade Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes. O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio. O mais importante é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo. Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa.

Adaptado da Revista Superinteressante, junho/2011.

ATENÇÃO

Sua carta deve ter, no mínimo, 20 linhas escritas. Assine sua carta com João ou Maria.

PROPOSTA 2

Com base na leitura da reportagem abaixo, escreva um ARTIGO DE OPINIÃO, com a possibilidade de ser publicado na revista Veja, discutindo O CONSUMO DE BEBIDA ALCOÓLICA POR ADOLESCENTES.

FIM DA FARRA
O governo de São Paulo implantará uma lei mais rigorosa para combater o consumo de álcool por adolescentes, um problema que atinge quase metade dos meninos e meninas entre 12 e 17 anos.por Giuliana Bergano

A medida inclui uma lei mais severa, que punirá com multas pesadas e fechamento dos estabelecimentos comerciais que reincidirem na venda de bebidas a menores de 18 anos, sejam bares, restaurantes, boates ou lojas de conveniência. Estão previstas também campanha educativa e a abertura de outras 200 vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) destinadas ao tratamento do alcoolismo.

Como mostram as pesquisas, quase 20% dos meninos e meninas entre 12 e 17 anos bebem pelo menos uma vez por semana. Outro dado alarmante é que, com frequência, o número de doses ingeridas semanalmente é altíssimo: um em cada quatro adolescentes tomam, no mínimo, três latas de cerveja e 10% consome cinco ou mais garrafas de bebidas ice. O perigo é replicado em todo o Brasil.

Não raro, os rituais, que precedem a ida a “baladas”, onde beberão mais, acontecem com a permissão dos pais, que também abrem suas casas para a moçada se esbaldar. “É comum encontrar pais com uma postura benevolente ou derrotista em relação ao assunto”, diz a psicóloga Hana Pinski, vice presidente da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas.

A DOSE DO PERIGO
Os principais resultados da pesquisa realizada pelo Ibope em maio passado, com 1008 adolescentes, 321 pais de adolescentes e 1204 adultos de todo o estado de São Paulo.
CEDO DEMAIS
13 anos é a idade com que normalmente os adolescentes começam a beber. Na década de noventa, a iniciação ocorria
por volta dos 18 anos.
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Aos 14 anos o consumo de álcool torna-se um hábito. Na década de 90, isso só acorria por volta dos 21 anos.

ACESSO FÁCIL
46% das atividades de diversão estão associadas ao consumo de álcool (festas, bares, estádios de futebol, danceterias e shows).
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88% dos adolescentes não têm dificuldade nenhuma para conseguir bebida.
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39% já compraram eles próprios bebida alcoólica.
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63% de tais situações ocorreram em bares.

DOSES FREQUENTES
45% dos jovens entre 12 e 17 anos já consumiram bebida alcoólica.
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18% bebem pelo menos uma vez por semana.

ANUÊNCIA FAMILIAR
21% dos adolescentes beberam pela primeira vez em companhia de parentes.
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22% geralmente bebem com a família.
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39% dos pais sabem que seus filhos bebem em casa.

Adaptado da Revista Veja, 10/11/2011.

 

 

 



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