
Os trechos abaixo, do Auto da barca do inferno e das Memórias de um sargento de milícias, tratam, de
maneira cômica, dos “pecados” de duas personagens que, cada uma a seu modo, representam uma autoridade.
Leia-os com atenção e responda às questões propostas em seguida.
Os leitores estão já curiosos por saber quem é ela, e têm razão; vamos já satisfazê-los. O major era pecador antigo, e no seu tempo fora daqueles de quem se diz que não deram o seu quinhão ao vigário: restava-lhe ainda hoje alguma coisa que às vezes lhe recordava o passado: essa alguma coisa era a Maria-Regalada que morava na Prainha. Maria-Regalada fora no seu tempo uma mocetona de truz, como vulgarmente se diz: era de um gênio sobre maneira folgazão, vivia em contínua alegria, ria-se de tudo, e de cada vez que se ria faziao por muito tempo e com muito gosto: daí é que vinha o apelido – regalada – que haviam juntado ao seu nome.
(Manuel Antonio de Almeida, Memória de um sargento de milícias. São Paulo: Ática, 2004, Capítulo XLV - “Empenhos”, p. 142.)
a) O que há de comum na caracterização da conduta do Frade, na peça, e do major Vidigal, no romance?
b) Que diferença entre as obras faz com que essas personagens tenham destinos distintos?
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