
No tempo da independência, não havia ideias precisas sobre o federalismo. Empregava-se “federação” como sinônimo de “república” e de “democracia”, muitas vezes com o objetivo de confundi-la com o governo popular, embora se tratasse de concepções distintas. Por outro lado, Silvestre Pinheiro Ferreira observava ser geral a aspiração das províncias à autonomia, sem que isso significasse a abolição do governo central da monarquia. Mas a historiografia da independência tendeu a escamotear a existência do projeto federalista, encarando-o apenas como produto de impulsos anárquicos e de ambições personalistas e antipatrióticas.
(Adaptado de Evaldo Cabral de Melo, A Outra Independência. O federalismo
pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 12-14.)
a) Identifique no texto dois significados distintos para o federalismo.
b) Quais os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil?
a) segundo o texto, federalismo pode ser entendido como como a autonomia dada às províncias sem abolição de um governo central. Porém, o texto revela que houve uma época no Brasil, em que foi entendido como sinônimo de república ou, mesmo, de democracia.
b) havia interesse dos ingleses em ganhar novos mercados para comercializar produtos; havia também interesse de oligarquias rurais defendendo o livre comércio; e, ainda, o interesse de Portugal restaurar o monopólio do comércio com o Brasil.
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