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Rio de Janeiro UFRJ 2004.1 Questão: 5 Português Geral 

Texto 3

Cantadores do Nordeste

Anteontem, minha gente,
Fui juiz numa função
De violeiros do Nordeste
Cantando em competição.
Vi cantar Dimas Batista,
Otacílio, seu irmão,
Ouvi um tal de Perreira,
Ouvi um tal de João.
Um, a quem faltava um braço,
Tocava cuma só mão;
Mas, como ele mesmo disse,
Cantando com perfeição,
Para cantar afinado,
Para cantar com paixão,
A força não está no braço:
Ela está no coração.
Ou puxando um a sextilha
Ou um a oitava em quadrão,
Quer a rima fosse em inha,
Quer a rima fosse em ão,
Caíam rimas do céu,
Saltavam rimas do chão!
Tudo muito bem medido
No galope do sertão.
A Eneida estava boba;
O Cavalcanti, bobão,
O Lúcio, o Renato Almeida;
Enfim, toda a Comissão.
Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação,
Como faz Dimas Batista
E Otacílio, seu irmão;
Como faz qualquer violeiro
Bom cantador do sertão,
A todos os quais, humilde,
Mando a minha saudação!

( BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.)

Aponte o traço que, segundo o eu do poema (texto 3), caracteriza os cantadores do Nordeste como os verdadeiros poetas.

O traço que identifica o verdadeiro poeta é a improvisação (cf. versos 31-32).



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