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Rio de Janeiro UFRJ 2003.1 Questão: 9 Geografia Geral 

(...) eu nasci em Arcoverde (Pernambuco) (...). Saí de lá com 13 anos e fui trabalhar nas usinas, pelos engenhos, cortando cana, dos treze, quatorze, aos dezesseis anos. Trabalhei na Barreiros, na usina Fumacê, trabalhei em várias usinas em Alagoas. Atéque eu me casei quando eu estava com vinte anos, me casei em Alagoas, numa cidadezinha chamada Campo Alegre. Lá também tinha usina. Trabalhava na Porto Rico. Trabalhei de costurador de saco de açúcar. Trabalhei no campo também. (...) E de lá para cá comecei a trabalhar de pedreiro (...) Em 95, 94, eu sei que estava morando em São Caetano, ali próximo a Caruaru. Estava difícil de emprego, e comecei a botar um roçado para o outro ano. E nesse ano parece que não houve inverno não; eu viajei dia 17 de maio e não tinha dado chuva ainda. Deixei o roçado limpo, e não choveu nem para nascer mato, não choveu, os engenhos de Ipojuca estavam quase secos, e tive meio apertado, sem serviço e disse que agora tinha que partir para São Paulo, porque aqui não passava mais um ano não. Cheguei em São Paulo de carona, vendi uns objetos que eu tinha, fogão, uns negócios lá, mas cheguei com os meninos lá, e cheguei de carona. (...) passei um ano e pouco, mas não gostei, muito frio, e voltei. (...) fiquei um pouquinho morando em Caruaru.

(História do Sr. Severino - Caderno da Exposição “Lonas e Bandeiras em terras pernambucanas”. Museu Nacional/ UFRJ, 2002).

 

O Brasil é um país de grande diversidade regional e fundiária. A história do Sr. Severino retrata aspectos significativos da realidade do campo brasileiro e suas contradições.

Apresente duas razões que justifiquem as estratégias de sobrevivência do Sr. Severino e sua família.

 

 

 

- A concentração da propriedade da terra é um dos traços marcantes da estrutura fundiária brasileira, cujas origens remontam ao modelo de colonização implantado no país. Muita terra nas mãos dos grandes proprietários e pouca terra nas mãos dos pequenos produtores, determinando uma forma desigual de distribuição e acesso à terra.

- No Nordeste, em especial na Zona da Mata, a herança colonial de dominação levou a apropriação da terra pelos senhores de engenho, em cujas propriedades a principal atividade econômica sempre foi o cultivo da cana e a produção de açúcar.

- A “modernização conservadora” levou à valorização da terra, acentuou a concentração fundiária e liberou a mão-de-obra rural.

- A mecanização da agricultura reduziu a mão-de-obra no campo, ampliando as áreas de culturas comerciais e a diminuição das roças de subsistência.

- Reduzidos incentivos governamentais à pequena produção familiar, obrigando esses pequenos produtores a abandonar suas atividades.

- Dispensa em massa de trabalhadores rurais e utilização da mão-de-obra temporária, como também o uso do trabalho infantil.

- Descapitalização do homem do campo, forçado a sair à busca de trabalho, o que vai configurar o fluxo migratório temporário em diferentes escalas.

 

 

 



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