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Goiás UFG 2013.2 Questão: 38 História História Geral 4- Idade Moderna (1453d.C - 1789d.C) Absolutismo 

Leia o texto a seguir.

A ilha de Utopia tem cinquenta e quatro cidades grandes e magníficas, onde todos falam a mesma língua, têm os mesmos hábitos e vivem sob as mesmas leis e instituições. O governador conserva o cargo por toda a vida, a menos que se suspeite que o titular deseja instituir uma tirania. Uma lei proíbe que as questões de interesse público sejam discutidas durante menos de três dias, sendo crime de morte deliberar sobre assuntos de Estado fora do Senado ou da Assembleia Popular. Aparentemente, isso é feito para impedir que o governador e os representantes das famílias conspirem para ignorar os desejos da população e alterar a Constituição.

MORE, Thomas. Utopia. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2009. p. 82 e seq. (Adaptado).


Este texto integra a obra de Thomas Morus, publicada em 1516, na Inglaterra governada por Henrique VIII. Ao narrar a vida cotidiana em um país fictício, chamado Utopia, o autor descreve instituições políticas que projetam um governo voltado à vida comunitária ideal. Com base no texto apresentado, explique como essa vida comunitária ideal

a) revela os princípios que sustentam o processo de formação do Estado nacional moderno;

b) expressa um elemento de crítica ao governo absolutista.

a) Os princípios que orientam a formação dos estados-nação estão registrados no texto apresentado. A formação dos estados-nação pressupõe um território delimitado sobre o qual incide uma lei e cujos cidadãos possuam uma mesma cultura, ou seja, falem a mesma língua e possuam os mesmos hábitos. Embora no século XVI esse processo ainda seja incipiente, seu registro em Utopia, quando Morus se refere à população da ilha, aponta o movimento de ordenação das monarquias nacionais. 

b) Vários elementos integram as críticas dirigidas ao Absolutismo. Essas críticas, por sua vez, podem ser identificadas em três circunstâncias da narração (o candidato deve explicar um elemento da crítica):

  • em Utopia, o governante e os representantes das famílias são eleitos, mesmo que seu cargo seja vitalício. No Absolutismo, o governante não era eleito, pois o direito divino dos reis era resguardado por lei;
  • na ilha, há mecanismos legais e institucionais que têm por objetivo impedir a tirania e restringir que interesses individuais se sobreponham aos interesses da população como um todo – há, assim, a demarcação de um princípio de soberania em nome do interesse público, que se sustenta na lei, maior do que a ação da liderança. No Absolutismo, a soberania popular inexiste;
  • na comunidade ideal de Morus, as leis não podiam ser alteradas pelo governante, sem consulta e deliberação de uma Assembleia Popular. No contexto absolutista, as Assembleias representativas eram convocadas para a resolução de questões pontuais (impostos, por exemplo) e o Rei poderia alterar leis sem a deliberação da Assembleia.



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