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Goiás UFG 2012.1 Questão: 5 Português Geral 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Releia o Texto 1 e leia os Textos 2 e 3 para responder às questões 4 e 5.

Texto 1

A MOEDA QUE SUBIU 200 000%

Essa foi a valorização da bitcoin, uma moeda virtual que pode ser emitida por qualquer pessoa que tenha um computador ligado à internet. A questão é: dá para confiar num sistema desses? Alguém que queira se hospedar no Villa Sart, um pequeno hotel na cidade de Danzig, às margens do mar Báltico, na Polônia, pode fazer a reserva de um quarto duplo por 95 euros por noite. Se preferir, o visitante pode se instalar no mesmo cômodo pagando com seis unidades de outra moeda, a bitcoin. Outros 700 estabelecimentos, como restaurantes, livrarias e lojas de roupas, em diferentes países (nenhum deles no Brasil, ao menos por enquanto), começaram a trabalhar da mesma forma recentemente: aceitam moedas locais e bitcoins. Bitcoins não existem no mundo real: são moedas virtuais que permitem que pagamentos sejam feitos sem a intermediação de instituições financeiras. A diferença para outros sistemas semelhantes, como o PayPal, é que as bitcoins podem ser geradas na internet. Qualquer um que instalar um programa de computador chamado de minerador consegue emiti-las. Ou seja, cria-se dinheiro a partir do nada. Como a emissão é muito lenta – pode levar mais de três meses para criar uma única unidade – e até pouco tempo atrás quase nenhum estabelecimento aceitava esse tipo de pagamento, a moeda era vista como mais um daqueles passatempos esquisitos dos nerds. A questão é que, agora, as bitcoins se tornaram uma febre na internet. Por razões inexplicáveis, mais consumidores e lojas passaram a usá-las, e a moeda valorizou de forma impressionante. No começo de 2010, uma unidade de bitcoin valia menos de 1 centavo de dólar. Hoje, na média do mês de agosto, é negociada por cerca de 10 dólares – uma alta de 200 000%. Existem 7 milhões de bitcoins em circulação, que movimentam quase 70 milhões de dólares. É muito pouco perto dos trilhões de dólares que circulam pelo sistema financeiro mundial, mas o que chama a atenção é a euforia em torno da moeda virtual. Na esperança de que a valorização continue, milhares de investidores têm comprado bitcoins para tentar revendê-las no futuro com lucro. Parte dessas compras é feita em casas de câmbio virtuais, que vêm sendo criadas para trocar dólares, euros e até reais por bitcoins. “Há espaço para esse mercado crescer muito mais. Essas moedas podem valorizar mais de mil vezes”, disse à EXAME Adam Stradling, consultor americano que trabalhou cinco anos em Wall Street antes de fundar a Trade Hill, uma dessas casas de câmbio. O problema óbvio desse sistema é que ele não é regulado. As bitcoins não estão atreladas ao sistema financeiro de nenhum país nem são fiscalizadas por bancos centrais. Elas começaram a ser criadas em 2009, depois que um programador japonês chamado Satoshi Nakamoto publicou uma tese em que apresentava a ideia de um sistema monetário virtual global. Saíram desse trabalho as coordenadas para que fosse criado o programa que emite bitcoins pela internet. Senadores americanos chamaram a moeda de “uma forma on-line de lavar dinheiro”. O maior risco é o de as pessoas simplesmente pararem de usar bitcoins e voltarem a pagar com dólares, euros ou reais. O valor de qualquer moeda depende da confiança de consumidores, empresários e investidores. “Nada garante que os usuários de hoje manterão o interesse pela moeda no futuro”, diz John Robb, ex-analista da consultoria especializada em internet Forrester Research, que estuda o sistema das bitcoins desde sua criação. Uma mudança de comportamento poderia fazer com que as bitcoins virassem pó em pouco tempo. Além disso, começam a pipocar denúncias de crimes associados ao uso desse sistema de pagamento. Em junho, um usuário veio a público denunciar o roubo de bitcoins de sua carteira virtual, um sistema de armazenamento da moeda virtual que funciona de maneira parecida com a dos bancos na internet. Também há casos de cambistas que simplesmente sumiram com as bitcoins de seus clientes. Por enquanto, as fraudes são isoladas e, por isso, o clima geral em relação às bitcoins é de boa vontade. “A bitcoin é mais uma forma de pagamento, e também tem sido um ótimo investimento”, diz Artur Szumski, dono do hotel Villa Sart, na Polônia. Os entusiastas dizem que a maior vantagem da moeda virtual é o fato de ela ser imune à inflação. Como não pertence a países, não sofre com as decisões de governos que podem desvalorizá-la, como vem ocorrendo com o dólar. Fora isso, o algoritmo de Nakamoto controla a quantidade e o ritmo com que a moeda pode ser gerada na internet – sabe-se que a oferta total de bitcoins nunca poderá ultrapassar 21 milhões de unidades. A questão é saber até quando o otimismo vai durar.

FAUST, André. Exame. São Paulo: Abril, set. 2011. p. 174-176. [Adaptado].


Texto 3

Sinopse
O filme O homem que copiava narra a história de André (Lázaro Ramos), um jovem, que trabalha na fotocopiadora da Papelaria Gomide, em Porto Alegre, mora com a mãe e tem uma vida comum, vivendo praticamente de casa para o trabalho e fazendo sempre as mesmas coisas. Um dia, André se apaixona por Sílvia (Leandra Leal), uma vizinha, e, decidido a conhecê-la melhor, André descobre que ela trabalha em uma loja de roupas. Para conseguir se aproximar dela, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para a mãe dele. Conta, então, com a ajuda de Cardoso (Pedro Cardoso), empregado de uma oficina, que faz qualquer coisa por dinheiro, e conta também com Marinês (Luana Piovani), uma jovem esperta. Cardoso tem a ideia de copiar notas de 50 reais com a nova máquina de fazer cópias coloridas que chega na papelaria. André passa a fazer cópias de dinheiro e consegue os 38 reais. Cardoso quer mais. Insiste. André não resiste e copia mais e mais, sem conseguir parar.

Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/homem-que-copiava>. Acesso em: 4 out. 2011. [Adaptado].

O Texto 1 e o Texto 3 aproximam-se quanto à temática abordada.

a) Infere-se que o mesmo sentimento motivador da compra de bitcoins por milhares de investidores para tentar revendê-las no futuro levou André, personagem do filme O homem que copiava, a não parar de reproduzir moedas de real. Que sentimento é esse? (2,5 pontos)

b) Diferentemente das pessoas que criam bitcoins, André e seus amigos praticam atos contrários às regras legais da emissão de moedas no mundo real. Com base nessas regras, dê exemplo de duas penalidades decorrentes dos atos ilegais das personagens do filme. (2,5 pontos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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