
Leia o trecho a seguir.
Azevedo – […] Não há arte em nosso país.
Alfredo – A arte existe, Sr. Azevedo, o que não existe é o amor dela.
Azevedo – Sim, faltam os artistas.
Alfredo – Faltam os homens que os compreendam; e sobram aqueles que só
acreditam e estimam o que vem do estrangeiro.
Azevedo – (com desdém) Já foi a Paris, Sr. Alfredo?
Alfredo – Não, senhor; desejo, e ao mesmo tempo receio ir.
Azevedo – Por que razão?
Alfredo – Porque tenho medo de, na volta, desprezar o meu país, ao invés de amar nele o que há de bom e procurar corrigir o que é mau.
ALENCAR, José. O demônio familiar. Campinas, São Paulo: Pontes, 2003. p. 63.
a) No trecho citado, a personagem Alfredo expõe sua percepção a respeito da arte. O autor do texto, José de Alencar, utiliza-se da fala da personagem para demonstrar uma preocupação em relação à arte no Brasil. Qual é essa preocupação? (2,5 pontos)
b) Explique a maneira pela qual o europeizado Azevedo contribui para demonstrar os propósitos de Alencar? (2,5 pontos)
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