
A VALSA
Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranquila,
Serena,
Sem pena
De mim!
Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...
[…]
ABREU, Casimiro de. As primaveras.
São Paulo: Martin Claret, 2008. p. 83.
SERESTA
[...]
Parar à tua porta
e nem bater... A um canto
ficar como afinando
um violão invisível
que será contracanto
ao desencanto e ao canto
que em mim, como falhada
voz de um pássaro, dorme
dentro de mim, bem dentro.
[...]
logia
poética. Goiânia: Cegraf/UFG,
1991. p. 125.
Nestes trechos encontra-se uma característica essencial à identificação do gênero lírico, que é a
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