
O tambor e a dança são invenções do Jacaré, que os homens receberam de legado para compensar suas misérias. Dançando e percutindo o tambor os homens mantêm o Jacaré adormecido, impedindo que a terra trema e as águas primordiais sejam cuspidas pela boca da Serpente-dragão, num outro dilúvio. Os monstros subterrâneos deixam escapar pequenos suspiros d'água, em forma de nascentes, que descem as chapadas, umedecendo as florestas. O Jacaré acordará um dia, destruindo o mundo dos homens.
Contra o perigo se resguardavam os cariris, primeiros habitantes desta terra, zelo de que também se tomaram os brancos colonizadores, quando chegaram matando o que era vivo. Traziam os negros da África, com os mesmos olhos dos índios, de enxergar o sagrado em tudo.
BRITO, Ronaldo Correia de. Livro dos homens. São Paulo: Cosac Naify, 2005. p. 58.
No conto “A peleja de Sebastião Candeia”, de que se extraiu o fragmento acima, presentifica-se uma das temáticas recorrentes na obra Livro dos homens, a qual se expressa pela
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