WhatsApp do Vestiprovas
Compartilhar

Responder Questão:

Goiás UFG 2010.1 1ª Fase Questão: 2 Português Geral 

 

 

 

Leia os textos, para responder às questões de 1 a 5.

TEXTO I

[...]
VASCONCELOS – Oh! Não faz ideia do que este homem disse de mim. E se fosse só de mim! Caluniou, injuriou atrozmente a minha filha!...
EDUARDO – Como, Sr. Azevedo?
AZEVEDO – Pergunte-lhe o que ouvi dele!
PEDRO (a ALFREDO) – Intriga está fervendo só! Hoje sim! Acaba-se tudo!
VASCONCELOS – E o que me dói, ainda mais, D. Maria, é que todas essas injúrias de que o senhor se fez eco, saem de sua casa!
PEDRO (a CARLOTINHA) – Mentira!
EDUARDO – De nossa casa, Sr. Vasconcelos?
HENRIQUETA – Eu não creio, meu amigo.
VASCONCELOS - Tu nãos crês, porque não as ouviste, minha filha; senão havias de ver que só amigos fingidos podiam servir-se da intimidade para, à sombra dela, urdirem semelhantes calúnias!
D. MARIA – Nunca pensei, meu Deus, passar por semelhante vergonha!...
EDUARDO – E eu, minha mãe, eu que sou responsável por todos esses escândalos! [...]
VASCONCELOS – Vamos, minha filha, deixemos para sempre esta casa onde nunca deveríamos ter entrado. [...]
EDUARDO – A honra e a felicidade! Tudo perdido!
D. MARIA (chorando)- E tua mãe, meu filho!
PEDRO – E Pedro, senhor!
VASCONCELOS – Oh! Está quem podia confirmar o que eu disse.
AZEVEDO – Justamente!
EDUARDO – Ah!... Escutem-me senhores; depois me julgarão. É a nossa sociedade brasileira a causa única de tudo quanto se acaba de passar.
ALFREDO – Como? [...]
EDUARDO – Os antigos acreditavam que toda a casa era habitada por um demônio familiar, do qual dependia o sossego e a tranquilidade das pessoas que nela viviam. Nós, os brasileiros, realizamos, infelizmente esta crença; temos no nosso lar doméstico esse demônio familiar. Quantas vezes não partilha conosco as carícias de nossas mães, os folguedos de nossos irmãos e uma parte das afeições da família! Mas vem um dia, como hoje, em que ele, na sua ignorância ou na sua malícia, perturba a paz doméstica; e faz do amor, da amizade, da reputação, de todos esses objetos santos, um jogo de criança. Este demônio familiar de nossas casas, que todos conhecemos, ei-lo.
AZEVEDO – É uma grande verdade.
VASCONCELOS – Tem toda a razão; a ele é que ouvi!
ALFREDO – Sim, não há dúvida.
CARLOTINHA – Eu adivinhava!...
D. MARIA - Como, foste tu?
PEDRO - Pedro confessa, sim senhora.
D. MARIA - Mas pra quê?...
PEDRO – Pra desmanchar o casamento de Sr. Azevedo...
AZEVEDO – Que tal!
VASCONCELOS – E para isso inventaste tudo o que me disseste?
PEDRO – E o que disse a Sr. Azevedo. Nhanhá Carlotinha nunca se importou com ele. […]
EDUARDO – Por que, minha irmã? Todos devemos perdoar-nos mutuamente; todos somos culpados por havermos acreditado ou consentido no fato primeiro, que é a causa de tudo isto. O único inocente é aquele que não tem imputação, e que fez apenas uma travessura de criança, levado pelo instinto da amizade. Eu o corrijo, fazendo do autômato um homem; restituo-o à sociedade, porém expulso-o do seio de minha família e fecho-lhe para sempre a porta de minha casa. (a PEDRO) Toma: é a tua carta de liberdade, ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas faltas recairão unicamente sobre ti; porque a moral e a lei te pedirão uma conta severa de suas ações. Livre, sentirás a necessidade do trabalho honesto e apreciarás os nobres sentimentos que hoje não compreendes.
(PEDRO beija-lhe a mão). […]
PEDRO – Pedro vai ser cocheiro em casa de Major!
ALENCAR, José de. O demônio familiar. Campinas, SP: Pontes, 2003. p. 88-91.


TEXTO III

Upa Neguinho
Upa neguinho na estrada
Upa pra lá e pra cá
Vigi que coisa mais linda
Upa neguinho começando a andar
Upa neguinho na estrada
Upa pra lá e pra cá
Vigi que coisa mais linda
Upa neguinho começando a andar
Começando a andar, começando a andar
E já começa a apanhar
Cresce neguinho me abraça
Cresce me ensina a cantar
Eu vim de tanta desgraça mas muito eu te posso ensinar
Capoeira, posso ensinar
Ziquizira, posso tirar
Valentia, posso emprestar
Liberdade só posso esperar

LOBO, Edu; GUARNIERI, Gianfrancesco. Dois na bossa n. 2. 1966. Gravadora Universal. Faixa 7.

Na concepção de Eduardo, a carta de liberdade entregue a Pedro significava uma punição (texto I). Explique por quê. (5,0 pontos)

 

 

 



TEMPO NA QUESTÃO

Relógio00:00:00

Gráfico de barras Meu Desempenho

Português Geral

Total de Questões: ?

Respondidas: ? (0,00%)

Certas: ? (0,00%)

Erradas: ? (0,00%)

Somente usuários cadastrados!

Postar dúvida ou solução ...