
O cortejo, a forca, o carrasco. O governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal e Castro, sabia como fazer para que se respeitasse El-Rei. A chibata, os grilhões, a forca, o esquartejamento. E mais não pode pensar porque, ouvindo ordens de comando aos soldados e o alarido do povo, logo entendeu que os condenados chegavam à Piedade. Erguendo-se, Valentim disse:
— Estão chegando.
Manuel, Lucas, Luís e João, os condenados. O povo, após o alarido que provocou ao mover-se para ver o cortejo, retornou ao silêncio. Todos os olhos na forca de madeira de lei, enorme, muito alta. [...]
[...]
O Largo da Palma, porque sem povo e movimento, seria poupado. Ajoelhou-se, então, pondo as mãos na porta da igreja.
E, única vez em toda a vida, agradeceu à Santa da Palma ter ficado cego.
ADONIAS Filho. O Largo da Palma: novelas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p. 95-97.
A partir da leitura do conto e, especificamente, desse fragmento:
a) Comente o drama político e histórico subjacente à narrativa.
b) Analise a reação do cego aos acontecimentos expressa, sobretudo, nos dois últimos parágrafos do texto.
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