
"Ao lado do El Niño, os colonos assentados em áreas florestais estão sendo apontados como os principais responsáveis pelo alastramento do fogo que atingiu cerca de 15% do estado. (...) cerca de duas mil pessoas chegam por mês a Roraima, em busca de terra. Alguns não hesitam em se instalar na mata, à espera de que a terra roubada da floresta seja transformada num lote pelo Incra ou pelo Instituto de Terras de Roraima."
(Jornal do Brasil, 26/04/98)
O texto acima e as informações sobre o agricultor Joaquim Ferreira Lima expressam processos sociais e aspectos da dinâmica da natureza relacionados ao setor primário da economia brasileira.
A. Sabendo que o El Niño alterou, este ano, o início da estação das chuvas, identifique a relação entre esse fenômeno, as práticas agrícolas e os incêndios ocorridos em Roraima.
B. Apresente uma possível explicação para a expulsão de migrantes do meio rural, como Joaquim, do Maranhão para Roraima.
A. Com o El Niño, o início das chuvas na Amazônia se atrasa, e as queimadas, provocadas pelos agricultores na preparação de roças e pastos, saem de controle, encontrando uma mata seca que favorece a propagação do fogo. B. Na fronteira agrícola maranhense, agricultores posseiros e agregados em fazendas têm acesso precário e irregular à terra, sendo muitas vezes obrigados a migrar, expulsos pela grilagem de terras, pela modernização do campo e pelo avanço de relações de trabalho do tipo capitalista.
Roraima é praticamente uma das "últimas fronteiras" na Amazônia onde ainda podem ser encontradas terras sem dono, além de outras fontes de sobrevivência como o garimpo, a coleta da castanha e a extração de madeira.
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