
Leia o texto para responder às questões de 7 a 11.
Sapo da Amazônia lança jato venenoso sobre seus inimigos
1 “Não precisa se preocupar. Esse aí já ficou de manso com o tempo de cativeiro”, diz Carlos Jared,
2 pesquisador do Instituto Butantan, segurando o sapo-cururu amarronzado. O fotógrafo encarregado de
3 clicar o bicho não parece lá muito convencido e prefere manter uma distância respeitosa. É até uma
4 atitude prudente quando o sujeito fica sabendo que o sapo em questão é capaz de esguichar veneno –
5 mirando, ainda por cima – a uma distância de cerca de 2 metros.
6 Jared e seus colegas são os responsáveis por dar algum peso científico à lenda urbana (bem, está mais
7 para lenda rural) de que cururus são capazes de acertar as fuças de um inimigo (caboclos inclusive) com
8 jatos de veneno.
9 No caso da maioria dos cururus, isso continua sendo mentira – é preciso que um predador morda a
10 criatura para que o veneno, armazenado em glândulas atrás dos olhos, caia na boca do agressor,
11 podendo até matá-lo.
12 Mas o Rhaebo gutatus, espécie com ampla distribuição na Amazônia e conhecida desde o século 18, de
13 fato é capaz da façanha. Jared e seus colegas suspeitam que se trate de uma defesa contra predadores
14 que usam a visão, como mamíferos, aves – e, talvez, gente.
15 Tudo indica que se trata da única espécie de sapo com esse mecanismo ativo de defesa, que dispara
16 quando o bicho, normalmente discreto com sua coloração de folha seca, sente-se ameaçado.
17 O responsável por documentar pela primeira vez o comportamento inusitado foi Miguel Trefaut Rodrigues,
18 herpetólogo (especialista em anfíbios e répteis) da USP. Ele viu os esguichos no Acre, mas exemplares da
19 espécie dão o mesmo show nas matas do Tocantins. Antes de lançar os jatos, o bicho tenta intimidar o
20 inimigo esticando as patas da frente, enchendo os pulmões de ar, abrindo e fechando a boca repetidas
21 vezes, inclinando o corpo e mirando as glândulas na direção do agressor.
22 É a pressão do ombro do batráquio contra a cabeça que acaba abrindo os plugues que tapam as
23 glândulas. O veneno deflagra um processo inflamatório, mas não é letal.
24 A pesquisa sobre o animal está na revista científica “Amphibia-Reptilia”.
LOPES, José Ronaldo. Sapo da Amazônia lança jato venenoso sobre seus inimigos. Folha de
S. Paulo, São Paulo, 11 mar. 2012. Ciência. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br/
fsp/ciencia/30555-sapo-da-amazonia>. Acesso em: 13 mar. 2012. (Adaptado).
Considerando-se as informações contidas nos parágrafos 2, 3 e 4, e a estrutura do texto, depreende-se que
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