

MEIRELLES, Cildo. Nota de zero cruzeiro (frente e verso). Disponível em: <http://www.scipione.com.br/educa/oficinas/historia/03/artigo/img04.jpg>. Acesso em: 16 set. 2008.
Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição, e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrupção – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.
BRAGA, Rubem. O sino de ouro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al.
Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. p. 58.
As imagens do homem de costas e do índio, juntamente com a do sino de ouro, tratado no texto, questionam
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