
ÚLTIMOS VERSOS
Na tristeza do céu, na tristeza do mar,
eu vi a lua cintilar.
Como seguia tranqüilamente
por entre nuvens divinais!
Seguia tranqüilamente
como se fora a minh’Alma,
silente,
calma,
cheia de ais.
A abóboda celeste,
que se reveste
de astros tão belos,
era um país repleto de castelos.
E a alva lua, formosa castelã,
seguia
envolta num sudário alvíssimo de lã,
como se fosse
a mais que pura Virgem Maria...
Lua serena, tão suave e doce,
do meu eterno cismar,
anda dentro de ti a mágoa imensa
do meu olhar!
GUIMARAENS, Alphonsus de. Melhores poemas. Seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho. São Paulo: Global, 2001, p. 161.
Entre as características poéticas de Alphonsus de Guimaraens, predomina no poema acima
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