
Até 2009 deve entrar em vigor o acordo ortográfico cujo objetivo é unificar a escrita do português nos países que o adotam como sua língua oficial.
Observe posições a respeito disso, publicadas em Veja, de 12 set. 2007.
1. Encaro com grande ceticismo esse acordo ortográfico. É uma reforma tímida, que não traz grandes inovações. Mas não gostei. Queria que meus tremas ficassem onde estão. Os escritores mais velhos e mais preguiçosos têm de confiar no pessoal da editoração para fazer as mudanças necessárias no texto. (João Ubaldo Ribeiro, p. 93)
2. A unificação já devia ter ocorrido antes. É uma medida civilizada. A diferença na escrita dos países que falam português atrapalha o intercâmbio econômico e editorial. Como toda reforma, essa proposta tem suas falhas. Mas acho ótimo, por exemplo, o fim do trema. Sou a favor de tudo que vai no sentido da simplificação. (Lya Luft, p. 96)
3. As diferenças culturais não se resolvem assim apenas com um golpe de pena. [...] a grafia cheia de letras mudas tecto, facto, acto não impediu o português José Saramago de ser best-seller no Brasil. Como a natureza, a arte e a inteligência sempre encontram uma maneira de se manifestar. Com a ajuda de uma norma culta e amplamente aceita, esse trabalho fica mais fácil. (Veja, p. 96)
A leitura do item 3 permite depreender que:
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