
A Rosa do Povo, obra de Carlos Drummond de Andrade, publicada em 1945, além de sua temática social, marca-se por procedimentos estéticos capazes de transformar o fato cotidiano em fina expressão poética, como no fragmento a seguir, extraído de “A morte do leiteiro”.
(...)
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.
Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue,... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.
Assim, neste trecho, o poeta constrói o tema do amanhecer, por força
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