INSTRUÇÃO: Responder às questões 21 a 25 com base no texto 1.
TEXTO 1
O jeitinho brasileiro Não há sistema que impeça a aplicação da “Lei de Gérson”.
- A propaganda de cigarros com o jogador Gérson,
- nos anos 70, cultuava a mentalidade de tirar vantagem
- em tudo. A filosofia mais vívida no povo brasileiro,
- eternizada em sambas de Bezerra da Silva, é a de
- que malandro é malandro, mané é mané.
- A cultura de passar os outros para trás é uma característica
- tão marcante dos brasileiros que deixou as
- carpetas de jogos e transferiu-se para a prática quase
- diária, tornando-se mundialmente famosa. O jeitinho
- brasileiro é um selo de marca registrada, tornou-se
- uma forma de fazer as coisas da maneira mais fácil,
- menos trabalhosa e que, às vezes, traz algum retorno.
- O problema é que o jeitinho se transferiu para o
- âmbito jurídico e fez do Brasil o país das leis que não
- são cumpridas. Até mesmo a Constituição aplaude a
- malandragem. O cidadão não é obrigado a produzir
- provas contra si mesmo. O maior exemplo é a Lei
- Seca, elaborada para acabar com o estratosférico
- número de mortes no trânsito, causado, comprovadamente,
- por embriaguez ao volante. Foi preciso chegar
- ao rigor zero para que a lei seja cumprida, mas, ainda
- assim, a Procuradoria-Geral da União contesta no
- Supremo Tribunal, alegando que é inconstitucional.
- Há quem considere, no entanto, que o jeitinho
- brasileiro nem sempre é uma coisa “ruim”. Há alguns
- anos, era muito comum a comercialização das fichas
- de passagens do transporte coletivo. As transações
- nas paradas de ônibus viraram uma prática quase
- profissional, o que garantia renda para alguns ambulantes.
- Os que negociavam vale-transporte dessa forma
- viam, na venda, uma alternativa para fomentar os
- salários, que até hoje estão aquém das necessidades
- da população. A implantação de um sistema de cartão
- de crédito com passagens não evitou o comércio por
- muito tempo, e a prática está novamente na rua. O
- jeitinho brasileiro é isto: procurar uma falha no sistema
- e usá-la a seu favor.
http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php? id=85504&data=15/03/2013&ok=1 Editorial acessado em 17 de março de 2013 (adaptado)
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 23, considere a expressão “malandro é malandro, mané é mané” (linha 05) e preencha os parênteses com V
(verdadeiro) ou F (falso).
( ) A frase se vale dos recursos da oposição de ideias e da repetição, os quais lhe conferem maior expressividade.
( ) A substituição de “malandro é malandro” por “astuto é astuto” deixaria os termos da frase com o mesmo grau de formalidade.
( ) A vírgula poderia ser substituída por ponto e vírgula, recurso que destacaria a índole dos dois tipos.
( ) O termo “mané” contém carga negativa, estando empregado em sentido pejorativo.
( ) O segundo elemento de cada oração funciona como adjetivo.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é: