
INSTRUÇÃO: Responder à questão 37 com base no poema a seguir, de Manuel Bandeira, e nas afirmativas.
“Na Solidão das Noites Úmidas”
Como tenho pensado em ti na solidão das noites
úmidas,
De névoa úmida,
Na areia úmida!
Eu te sabia assim também, assim olhando a mesma
cousa
No ermo da noite que repousa.
E era como se a vida,
Mansa, pousasse as mãos sobre a minha ferida...
Mas, ah! Como eu sentia
A falta de teu ser de volúpia e tristeza!
O mar... Onde se via o movimento da água,
Era como se a água estremecesse em mil sorrisos.
Como uma carne de mulher sob a carícia.
O luar era um afago tão suave
– Tão imaterial
E ao mesmo tempo tão voluptuoso e tão grave!
O luar era a minha inefável carícia:
A água em teu corpo a estremecer-se com delícia.
(...)
Oh, viver contigo!
Viver contigo todos os instantes...
Vivermos juntos, como seria a verdadeira vida,
Harmoniosa e pura,
Sem lastimar a fuga irreparável dos anos,
Dos anos lentos e monótonos que passam,
Esperando sempre que maior ventura
Viesse um dia no beijo infi nito da mesma morte...
Com base no poema, afi rma-se:
I. Por intermédio de lírica sensualidade, o poema recorre à metáfora do mar para descrever os múltiplos sorrisos e a suavidade da carne da mulher sob as carícias.
II. O luar confi gura-se como elemento da natureza para exemplifi car a proximidade entre os amantes.
III. Ao fi nal do poema, o eu lírico rejeita a ideia de um amor compartilhado, tendo em vista a monotonia dos lentos anos.
A(s) afi rmativa(s) correta(s) é/são
TEMPO NA QUESTÃO
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