
Para responder à questão 39, ler o seguinte excerto do livro Incidentes em Antares, de Erico Verissimo.
Foi na última sexta-feira 13 deste cálido e, já agora, trágico dezembro. O dia amanheceu luminoso, de céu limpo, e translúcido, e a nossa cidade, o rio e as campinas em derredor semelhavam o interior duma imensa catedral plateresca, toda laminada pelo ouro dum sol que mais parecia um ostensório suspenso no altar do firmamento. As cigarras cantavam nas árvores e as formigas trabalhavam na terra, bem como na fábula do grande
La Fontaine. Tudo parecia em paz no mundo. Era mais um dia na vida de Antares – pensavam decerto os que despertavam para a faina cotidiana. Mas ai! Mal sabiam eles do álgido horror que os esperava! Segundo o testemunho dos grevistas que guardavam a boca das ruas que, por assim dizer, deságuam como rios de pedra no estuário da esplanada do campo-santo local, seriam cerca de sete horas da manhã quando, ao se aproximarem do cemitério, eles viram, estupefatos uns, incrédulos outros, erguerem-se de seus féretros os sete mortos que estavam insepultos por culpa desses grevistas. Tomados de pânico os operários romperam em fuga desabalada. Um deles tombou vítima dum colapso cardíaco, felizmente não fatal.
Todas as afirmativas estão corretamente associadasao excerto, EXCETO:
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