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Goiás IFG 2013.2 Questão: 1 Português Redação 

Tema:
A SAÚDE BRASILEIRA: MÉDICOS CUBANOS SÃO A SOLUÇÃO?

PROPOSTAS

PROPOSTA 01: ARTIGO DE OPINIÃO

O artigo de opinião é um gênero textual que possui o objetivo de convencer o leitor a aceitar uma ideia defendida pelo autor sobre uma questão polêmica. Portanto, ao escrever um artigo, o autor assume uma posição, defende-a com fatos e argumentos e dialoga com diferentes pontos de vista que circulam sobre a polêmica. No final, ele diz o que as pessoas podem fazer para ajudar e reafirma sua posição. Sabendo disso, redija um artigo de opinião para ser publicado em uma revista de circulação nacional. Em seu texto, você deverá apresentar uma reflexão crítica sobre o tema: A saúde brasileira: médicos cubanos são a solução? Lembre-se de que a sua argumentação deverá explorar as ideias apresentadas nos textos da coletânea. Apesar de ser um artigo de opinião, não assine o texto.

PROPOSTA 02: CARTA ABERTA

A carta aberta integra os gêneros textuais norteados pelo caráter argumentativo, cuja principal característica é permitir que o emissor exponha em público suas opiniões ou reivindicações acerca de um determinado assunto. A carta aberta faz referência a assuntos cujo interesse é coletivo, normalmente se referindo a um problema de consenso geral. É possível afirmar que a carta aberta, além da característica argumentativa, possui traços persuasivos, uma vez que a intenção de quem a redige é a de convencer o interlocutor acerca de suas ideias. Considere-se um leitor de jornais e revistas e, após ter lido vários textos que discutem o tema: A saúde brasileira: médicos cubanos são a solução?, você decide escrever uma carta aberta, posicionando-se sobre esse tema. Considere as ideias contidas nos textos presentes na coletânea como argumentos e contra-argumentos a serem utilizados em sua carta. Lembre-se de que você não deve assiná-la.

PROPOSTA 03: CRÔNICA

crônica é um gênero que retrata os acontecimentos da vida em tom despretensioso, ora poético, ora filosófico, muitas vezes divertido. Em geral, capta um momento, um flagrante do dia a dia, para destacar não o fato em si, mas a interpretação dele. Sua função pode ser a de divertir, sensibilizar ou humanizar. Sabendo disso, redija uma crônica. Escolha um ponto de vista: você pode escrever na primeira pessoa e se transformar em parte da narrativa – ser o autor-personagem – ou ficar de fora e escrever na terceira pessoa – ser o autor-observador. Narre um momento, um acontecimento ou episódio do dia a dia, e a partir daí discuta e reflita sobre o tema: A saúde brasileira: médicos cubanos são a solução? Seu tom pode ser poético, humorístico, irônico ou reflexivo. Elabore um título sugestivo, que mobilize o leitor. Lembre-se de explorar as ideias apresentadas nos textos da coletânea e não assine o texto.

 

TEXTO 01

Governo negocia “importação” de 6.000 médicos cubanos

O governo brasileiro está negociando com a ditadura cubana a vinda de 6.000 médicos para trabalhar no interior do Brasil. O acordo deve ser semelhante ao que existe entre Cuba e a Venezuela – onde milhares de médicos cubanos foram importados pelo governo do falecido presidente Hugo Chávez. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, depois de um encontro com o chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez. “Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos um grande valor estratégico”, disse o ministro. A intenção do governo brasileiro é levar os cubanos para trabalhar em cidades do interior do Brasil onde hoje não há atendimento e onde os médicos do País não querem trabalhar.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/politica/governo-dilma-rousseff>.
Acesso em: 29 jun. 2013. [Adaptado]

TEXTO 02

A falta de médicos, o preconceito e corporativismo
Zeca Dirceu*

O anúncio feito recentemente pela presidenta Dilma sobre a possível vinda de 6 mil médicos estrangeiros para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país foi recebido negativamente pelo Conselho Federal de Medicina. O governo pretende tomar a medida diante de uma dura realidade: o Brasil possui hoje um déficit de 168.424 médicos, e o Ministério da Saúde quer alcançar a meta de 2,7 médicos por mil habitantes, a mesma proporção do Reino Unido que, depois do Brasil, tem o maior sistema público de saúde orientado pela atenção básica do mundo. Contamos atualmente com 1,8 médicos para cada grupo de mil habitantes, número inferior a países como Argentina (3,2), Espanha e Portugal (4). Um estudo realizado pelo IPEA apontou que 58,1% das pessoas destacam a falta de médicos como principal problema do SUS. O mercado brasileiro oferece muitas possibilidades, o que faz com que os médicos optem por não trabalhar na atenção básica e, principalmente, queiram permanecer nos grandes centros. Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste. Entre os anos de 2009 e 2010, foram criadas 19.361 vagas de primeiro emprego para médicos, sendo que, no mesmo período, foram graduados 13 mil profissionais, o que nos leva a concluir que boa parte dos egressos já tem pelo menos dois empregos formais no primeiro ano de trabalho. Não é momento para reações corporativistas e preconceituosas. É hora de aumentar o número de médicos e universalizar cada vez o atendimento em saúde da nossa população.
*Zeca Dirceu é deputado Federal pelo PT Paraná.

Disponível em: <http://www.esmaelmorais.com.br/2013/05/> Acesso em: 29 jun. 2013.

TEXTO 03

Importar médicos?

O projeto de trazer milhares de médicos de outros países, principalmente de Cuba, para solucionar o grave problema, é uma medida que traduz desconhecimento e omissão. A mensagem subliminar é a de que os médicos brasileiros são mercenários e acomodados nos grandes centros, ausentando-se das carências dos rincões do País. Será que os médicos cubanos, espanhóis, portugueses e outros afins são mágicos ou milagreiros? Saberiam trabalhar sem hospitais, laboratórios, serviços de diagnóstico por imagem, medicamentos, materiais básicos e profissionais de apoio? Como médica atuante há muitos anos, sei que a "ambulancioterapia” é a única prática possível em centenas de municípios brasileiros como estrangeiros. De acordo com pesquisas, a cada consulta, solicitam-se três exames. Existem no Brasil ao redor de 400 mil médicos, o que soma 1,2 milhão de exames, sendo que o sistema público de saúde consegue atender de pronto apenas 1/3 da demanda. E quando forem vários milhares de médicos a mais? Aí, sim, o fundo do poço será descoberto. Será que exigirão a prova de revalidação de diploma (Revalida)? Será que deles será cobrado tudo o que de nós se exige para a prática da ciência de Hipócrates? Será que eles serão motivados com planos de carreira como é a realidade da carreira judiciária?

O Popular 01 jul. 2013, p. 11. [Adaptado]

TEXTO 04



TEXTO 05

Por que uma política nacional de humanização?

 

Queremos um SUS com mudanças. Mudanças no modelo de atenção que não se farão, a nosso ver, sem mudanças no modelo de gestão. Para isso, estamos construindo uma política que nomeamos Política Nacional de Humanização da atenção e gestão no Sistema Único de Saúde - HumanizaSUS. Queremos um SUS humanizado. Entendemos que essa tarefa nos convoca a todos: gestores, trabalhadores e usuários. Queremos um SUS - em todas as suas instâncias, programas e projetos - comprometido com a humanização. Queremos um SUS fortalecido em seu processo de pactuação democrática e coletiva. Enfim, queremos um SUS de todos e para todos. Queremos um SUS humanizado!

Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=390>. Acesso em: 29 jun. 2013.



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