
REDAÇÃO
Tema: Nascer pobre ou rico: impulso para o sucesso ou fator de estagnação?
Proposta 1 – Artigo de opinião
O artigo de opinião é um gênero textual que possui o objetivo de convencer o leitor a aceitar uma ideia defendida pelo autor sobre uma questão polêmica. Portanto, ao escrever um artigo, o autor assume uma posição, defende-a com argumentos e dialoga com diferentes pontos de vista que circularam sobre a polêmica.
De acordo com Rodrigues (2000, p. 213), o sujeito, ao escrever um artigo de opinião: “deve assumir discursivamente a posição de autor; ter em vista os possíveis leitores do seu texto; considerar o contexto institucional e social no qual está inserida sua produção escrita; eleger o assunto a ser tratado; posicionar-se diante do assunto e até das outras opiniões sobre o mesmo”.
A partir dessa orientação, escreva um artigo de opinião sobre o tema: “Nascer pobre ou rico: impulso para o sucesso ou fator de estagnação?”. Em seu texto, que será publicado em um jornal de circulação nacional, você deverá se posicionar sobre a seguinte questão: O fato de alguém nascer rico ou pobre impulsiona essa pessoa a alcançar o sucesso ou a impede de progredir?
Não se esqueça de que a leitura e a utilização de elementos da coletânea textual são obrigatórias. Apesar de ser um artigo de opinião, não assine o texto.
Proposta 2 – Carta argumentativa
A carta argumentativa é um gênero textual em que se evidencia a intenção persuasiva do autor. O redator dirige uma reclamação ou solicitação a uma autoridade ou pessoa responsável que possa responder por um determinado problema. O autor da carta deve apresentar argumentos que convençam o interlocutor de que a reclamação/solicitação procede. A produção desse gênero exige ainda, de quem escreve, considerar que a interlocução é explícita, ou seja, ela é direcionada a um ou mais destinatários, de forma específica.
Tendo em vista as particularidades da escrita desse gênero, elabore uma carta argumentativa, contemplando o tema: Nascer pobre ou rico: impulso para o sucesso ou fator de estagnação?. Direcione a sua carta a Gilmar Mendes (Ministro do Supremo Tribunal Federal, referido no texto 7), posicionando-se contra ou a favor da postura do juiz diante da situação explorada na charge.
Use adequadamente os demais elementos da coletânea para organizar sua argumentação e lembre-se: você não deve assinar o texto!
Proposta 3 – Conto
Os textos do gênero conto são narrativas, geralmente curtas, que apresentam os seguintes elementos: narrador, personagens, espaço, tempo e enredo. Uma particularidade desse tipo de narrativa literária é que o seu enredo é constituído por um conflito único, ou seja, por uma oposição dos elementos da historia, da qual resulta uma tensão que organiza os fatos.
Sabendo disso, crie um conto que se estruture a partir de um conflito relacionado ao tema: Nascer pobre ou rico: impulso para o sucesso ou fator de estagnação? Na elaboração, você deverá considerar o comportamento do personagem Jorge, do conto O Sonho, para criar uma situação específica relacionada ao tema, desenvolver o enredo e apresentar um desfecho para a narrativa. Não assine o texto.
COLETÂNEA
1.
“Sucesso. (Do lat. Successu.)S. m. 1. Aquilo que sucede; acontecimento, sucedimento. (...) 2. Resultado, conclusão. (...) 4. Bom êxito, resultado feliz.” (Dicionário: Novo Aurélio Século XXI. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1999, p.
1898).”
“Estagnação. (De estagnar + -ção.)S. f. 1. Estado de estagnado. (...) 2. Fig. Falta de movimento, de atividade; inércia, paralisação. (...).” (Dicionário: Novo Aurélio Século XXI. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1999, p. 827).
2.
Filhos de pais pobres e filhos de pais ricos têm as mesmas oportunidades?
Seria hipocrisia dizer que filhos de pais pobres têm as mesmas oportunidades de filhos de pais ricos: é claro que não têm. Quem tem pais ricos pode estudar o que quiser sem se preocupar com mensalidade, entre outras coisas. Porém, ser filho de pais pobres não pode ser motivo para se sentir um derrotado e não fazer nada, cada um tem que se esforçar e correr atrás e não ficar se lamentando e colocando a culpa de sua falta de oportunidades nos pais e na falta de dinheiro.
Tenho uma faculdade e um curso técnico que fiz de graça, estudei e consegui. Agora tem gente que quer as coisas fáceis. O fato é: se você não nasceu em berço de ouro, não pode ficar esperando ajuda não, tem que se esforçar.
Disponível em: <http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080927161819AAi8tbk>. Acesso em: 20 mai. 2012.
3.
Do zero ao topo do ranking
A história dos cinco jovens que venceram a miséria, entraram na universidade e estão hoje entre os melhores alunos do País
A gaúcha Theilis Pereira, 25 anos, chamou atenção em sua estreia na universidade. Enquanto os colegas carregavam livros e mochilas, a jovem trazia nas costas um colchonete. Sua única chance de seguir com os estudos seria morar no campus. Theilis ouviu de um funcionário que o alojamento estava lotado e, até que surgisse uma vaga, passou um mês acampada em uma sala de aula vazia. Filha de um mestre-de-obras e de uma empregada doméstica, ambos semi-analfabetos, Theilis concluiu, com louvor, no ano passado o curso de arquivologia na Universidade Federal de Santa Maria, a 100 quilômetros de Caçapava do Sul, sua cidade natal. De acordo com o novo Enade, prova aplicada aos universitários pelo Ministério da Educação (MEC), a jovem gaúcha é uma das melhores estudantes do País e aparece em primeiro lugar em sua área: tirou nota 8,3 – num exame cuja média geral não ultrapassou 4,5. Dos vinte campeões no ranking oficial, outros quatro, além de Theilis, surpreendem por contrariar uma velha lógica: enquanto a maioria dos bons universitários vem de famílias mais escolarizadas e de renda mais alta, esses estudantes se destacaram em meio à escassez absoluta.
Antes de chegarem em primeiro lugar na prova do MEC, os cinco campeões mais pobres venceram uma peneira ainda pior. Todo ano, dos 2 milhões de estudantes egressos de escolas públicas, como eles, apenas 100. 000 chegam à universidade. Isso mesmo: 1,9 milhão, ou 95% dos jovens brasileiros, ficam longe das salas de aula por volta dos 18 anos. Theilis e o restante do grupo abriram mão de programas noturnos e vararam madrugadas sobre os livros (muitas vezes com uma lanterna na mão para não incomodar os irmãos) na tentativa de superar a má formação escolar – e passar no vestibular. A desvantagem dos campeões não era pequena: com base em dados do MEC, sabe-se que alunos de escola pública registram, em média, atraso de quatro anos nas matérias. Foi essa lacuna que eles venceram, em primeiro lugar. Depreende-se ainda um segundo fato em comum ao grupo: apesar de virem de famílias cujos pais não têm estudo e vivem com dois salários mínimos por mês, esses estudantes receberam toda espécie de incentivo para não desistir da escola nem da universidade. "A vida inteira foi assim: o trocado que sobrava no bolso ia para a compra de livros e jornais", conta o aposentado Antônio Santos, pai de três filhos que chegaram à universidade. Um deles, Alessandro, surgiu na lista do MEC como o melhor do País em relações públicas, notícia que fez Antônio encher-se de emoção – e vaidade. "Tenho dificuldade em ler, mas sempre soube que investir em estudo era o certo na vida." Nos últimos quatro anos, Antônio, que ganha 500 reais por mês, rachou com o filho as mensalidades da faculdade, enquanto a irmã mais velha lhe financiou as passagens de ônibus. Até tomar a decisão de ingressar numa instituição
O objetivo oculto é obter o apoio acrítico dos trabalhadores ao sistema e a sua submissão, na esperança ilusória e culpabilizante, em caso de fracasso, de um dia virem a ser, também, patrões de sucesso.
Na verdade, a probabilidade de sucesso no sistema capitalista para o cidadão comum é igual a ganhar na loteria. O “sucesso capitalista” é, com raras exceções, fruto da manipulação e da falta de escrúpulos dos que dispõem de mais poder e influência. As fortunas em geral derivam diretamente de formas fraudulentas de atuação.
Este mito de que o sucesso é fruto de uma mistura de trabalho duro, alguma sorte, uma boa dose de fé e depende apenas da capacidade empreendedora e competitiva de cada um é um dos mitos que tem levado mais pessoas a acreditar no sistema e a apoiá-lo. Mas também, após as tentativas falhadas, a resignarem-se pelo aparente fracasso pessoal e a esconderem que acreditam na indiferença. Trata-se dos tão apregoados empreendedorismo e competitividade. [...]
Trecho de um texto disponível em: <http://dialogospoliticos.wordpress.com/2012/01/23/os-12-mitos-do-capitalismo/ >. Acesso em: 18 mai. 2012
4. Eike Batista começou vendendo apólices de seguros
Eike Batista, o brasileiro de 52 anos de idade nascido em Governador Valadares (MG), que emplacou o posto de oitavo homem mais rico do mundo, segundo a revista "Forbes", começou sua vida profissional vendendo apólices de seguros de porta em porta. Isso foi na Alemanha, em meados da década de 1970, quando Eike Batista cursava engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen. Não que ele precisasse disso para se manter. Seu pai, Eliezer Batista, foi presidente da Vale. Mas Eike gostava da ideia de tentar se manter independente financeiramente. Devido à carreira do pai, de quem herdou o perfil empreendedor e o gosto pelo setor de mineração, passou o início da adolescência em países como Suíça, Alemanha e Bélgica. Depois de formado, voltou ao Brasil na década de 1980 e começou a trabalhar com ouro e diamantes. Tornou-se o principal executivo da canadense TVX Gold, que propiciou o início do relacionamento com o mercado de capitais global. Na década de 1990, iniciou a diversificação dos seus negócios e buscou empreendimentos fora do país, concentrando-se posteriormente na América Latina. Depois dessa fase, porém, preferiu concentrar os esforços da EBX, a "holding" que congrega várias empresas, no Brasil, na crença de que o país "é um dos melhores lugares do mundo para se fazer negócio". Entre 2004 e 2008 o empresário criou, estruturou e abriu o capital das empresas MMX (mineração), MPX (energia), OGX (petróleo) e LLX (logística), levantando recursos recordes de US$ 7,1 bilhões junto a investidores brasileiros e estrangeiros para investir no desenvolvimento dessas companhias. A próxima empresa prevista para ir para a bolsa será a OSX, dedicada a construir grandes embarcações principalmente para o setor de petróleo. A empresa poderá captar até quase R$ 10 bilhões.
[...] Disponível em: <http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-comecou-carreira-> Acesso em: 20 mai. 2012.
5. Rebelde Sem Causa (Ultraje a Rigor)
Meus dois pais me tratam muito bem
(O que é que você tem que não fala com ninguém?)
Meus dois pais me dão muito carinho
(Então porque você se sente sempre tão sozinho?)
Meus dois pais me compreendem totalmente
(Como é que cê se sente, desabafa aqui com a gente!)
Meus dois pais me dão apoio moral
(Não dá pra ser legal, só pode ficar mal!)
MAMA MAMA MAMA MAMA
(PAPA PAPA PAPA PAPA)
Minha mãe até me deu essa guitarra
Ela acha bom que o filho caia na farra
E o meu carro foi meu pai que me deu
Filho homem tem que ter um carro seu
Fazem questão que eu só ande produzido
Se orgulham de ver o filhinho tão bonito
Me dão dinheiro prá eu gastar com a mulherada
Eu realmente não preciso mais de nada
Meus pais não querem
Que eu fique legal
Meus pais não querem
Que eu seja um cara normal
Não vai dar, assim não vai dar
Como é que eu vou crescer sem ter com quem me revoltar
Não vai dar, assim não vai dar
Pra eu amadurecer sem ter com quem me rebelar
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8.
São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, sem qualquer questionamento, ao longo de gerações, tornam-se verdades insofismáveis aos olhos de muitos. Foram criadas para apresentar o capitalismo de forma crível perante as massas e obter o seu apoio ou passividade. Os seus veículos mais importantes são a informação mediática, a educação escolar, as tradições familiares, a doutrina das igrejas, etc*. Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errônea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores. A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição em massa, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais. Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar eleições como para invadir e destruir países insubmissos. São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia capitalista se foi alicerçando ao longo do tempo. Apresentam-se neste texto, sucintamente, alguns dos mitos mais comuns da mitologia capitalista.
• No capitalismo, qualquer pessoa pode enriquecer à custa do seu trabalho
Pretende-se fazer crer que o regime capitalista conduz automaticamente qualquer pessoa a ser rica desde que se esforce muito. O objetivo oculto é obter o apoio acrítico dos trabalhadores no sistema e a sua submissão, na esperança ilusória e culpabilizante em caso de fracasso, de um dia virem a ser também, patrões de sucesso. Na verdade, a probabilidade de sucesso no sistema capitalista para o cidadão comum é igual a ganhar na loteria. O “sucesso capitalista” é, com raras exceções, fruto da manipulação e da falta de escrúpulos dos que dispõem de mais poder e influência. As fortunas em geral derivam diretamente de formas fraudulentas de atuação. Este mito de que o sucesso é fruto de uma mistura de trabalho duro, alguma sorte, uma boa dose de fé e depende apenas da capacidade empreendedora e competitiva de cada um, é um dos mitos que tem levado mais pessoas a acreditar no sistema e a apoiá-lo. Mas também, após as tentativas falhadas, a resignarem-se pelo aparente fracasso pessoal e a esconderem que acreditam na indiferença. Trata-se dos tão apregoados empreendedorismo e competitividade.
http://dialogospoliticos.wordpress.com/2012/01/23/
9.
O sonho
Moacyr Scliar
O maior sonho da viúva Ana era ver o filho formado em medicina. De modo que quando Jorge terminou o segundo grau e lhe anunciou que pretendia cursar a faculdade no Rio, ela não hesitou: vai, meu filho, vai. As despesas seriam pesadas e sentiria falta do rapaz, que estaria muito distante da pequena cidade em que viviam, no interior de Goiás; mas a carreira dele era mais importante. Aguentaria a separação desde que Jorge – única condição – lhe escrevesse todas as semanas.
Jorge foi, portanto. E nunca mais voltou. Esta história, é bom avisar logo, tem sonho, mas não tem final feliz. Jorge fez vestibular. Várias vezes. Nunca foi aprovado. Era inteligente, mas alguma coisa acontecia com ele na hora do exame, dava-lhe um branco, errava questões elementares. Mesmo reprovado, contudo, não voltaria. Não fazia parte de seus planos trabalhar na lojinha da mãe, e, além disto, queria poupar a velha de um desgosto que, sem dúvida, a mataria: já tivera mais de um ataque cardíaco. De modo que mandou uma carta dizendo que já estava matriculado – o primeiro passo para realizar o sonho da mãe e o seu próprio.
Nos anos que se seguiram mandou muitas cartas, detalhando minuciosamente suas atividades no curso: “Hoje começamos a estudar anatomia”. Seguia-se uma descrição dos órgãos encontrados na cavidade torácica; Jorge tinha comprado um livro sobre o assunto, que estudava exaustivamente. Nenhum estudante de medicina conhece anatomia tanto quanto eu, dizia à Sônia, a namorada. Sônia era lindíssima; outra razão pela qual Jorge não deixara o Rio.
“Hoje olhei pela primeira vez ao microscópio. Que emoção, mamãe.” A visão da célula, a unidade por excelência da vida, que coisa comovente. E reveladora: como podia alguém entender o mistério da existência sem ter visto uma célula ao microscópio? E sem observar as reações de um ser vivo a estímulos inesperados? “Hoje injetamos adrenalina num camundongo. Que coisa, mamãe. Você precisava ver. O bicho parecia maluco.”
Tudo aquilo estava muito bem, mas a mãe queria ver o filho num hospital, atendendo pacientes.
De modo que – três anos já se haviam passado– ele escreveu: “Hoje examinei o meu primeiro doente”.
A notícia deixou a mãe extasiada. Tanto que a próxima carta era uma pergunta atrás da outra. Que idade tem o paciente? (Vinte e dois, respondeu Jorge. A idade dele próprio.) De onde vem? (Do interior.) De que sofre? Claro, Jorge poderia fornecer um diagnóstico qualquer, era só consultar o livro de clínica médica: é cirrose, é cardiopatia. Mas preferiu dizer a verdade: por enquanto não se sabia qual era a doença, que se manifestava por um vago mal estar. Consulta o médico, dizia Sônia, inquieta. Não se tratava só de mal-estar: Jorge estava emagrecendo a olhos vistos.
“Ele está emagrecendo, mamãe. O pobre rapaz perdeu dois quilos na última semana.” Espero que não seja coisa ruim, disse a viúva, consternada: não queria que o filho assumisse o sofrimento de seu paciente. Jorge mostrava-se reticente: os exames não eram conclusivos, os médicos continuavam a investigação. Seu estado se agravou e Sônia decidiu não perder mais tempo: internou-o num hospital. Deixe-me avisar sua mãe, implorou. Mas Jorge mostrou-se irredutível. Se a mãe viesse, descobriria tudo, seria o fim do sonho que a mantinha viva. Continuou, pois, escrevendo cartas: “Ele não está melhorando”. E acrescentava, com certo otimismo: “Mas os médicos aqui do hospital, os meus professores, já têm uma pista”.
Mais que uma pista: tinham o diagnóstico. O câncer estava disseminado, metástases por toda a parte. A agonia foi rápida. Quase inconsciente, ele chamava ainda pela mãe.
Sônia acompanhou o corpo. A viúva Ana chorou muito ao conhecer aquela que seria sua futura nora. E perguntou sobre o curso que Jorge tinha feito. Brilhante, garantiu Sônia, entre soluços, o curso que ele fez foi simplesmente brilhante. O que, para a viúva Ana, não era novidade. Ela tinha certeza de que Jorge daria um grande médico. Sonho de mãe não mente.
Disponível em: <http://livroerrante.blogspot.com.br/2010/11/quarta-feira-e-dia-de-conto-moacyr.html>.Acesso em: 20 mai. 2012.
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