
TEXTO I
Notícia da atual literatura brasileira – instinto de nacionalidade
Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro.
As tradições de Gonçalves Dias, Porto Alegre e Magalhães são assim continuadas pela geração já feita e pela que ainda agora madruga, como aqueles continuaram as de José Basílio da Gama e Santa Rita Durão. Escusado é dizer a vantagem deste universal acordo. Interrogando a vida brasileira e a natureza americana, prosadores e poetas acharão ali farto manancial de inspiração e irão dando fi sionomia própria ao pensamento nacional.
Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas
pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas; muitos trabalharão para ela até perfazê-la de todo.
(Machado de Assis, Crítica. Texto adaptado.)
Considere as informações contidas nos itens a seguir.
I Basílio da Gama: poesia épica árcade dedicada ao tema indianista.
II Gonçalves Dias: poesia lírica romântica de exaltação da natureza nativa.
III Santa Rita Durão: poesia épica árcade com resgate de fatos históricos desde o descobrimento do Brasil.
IV José de Alencar: romance romântico, com procura da cor local e representação de costumes do interior.
As referências de Machado de Assis ao “instinto de nacionalidade” na literatura brasileira aplicam-se a
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