
Após a vinda da Corte Portuguesa para a colônia, em 1808, o território brasileiro foi aberto não só às mercadorias estrangeiras, mas à visita e à permanência de inúmeros comerciantes, viajantes, naturalistas e artistas. Eram principalmente europeus, que deixaram diversos depoimentos sobre o país.
Debret permaneceu no Brasil entre 1816 e 1831. Registrou nas suas pinturas cenas locais e costumes curiosos.
Lilia Schwarcz, em seu livro A longa viagem da biblioteca dos reis, afirma que o que mais chamava a atenção dos estrangeiros que aqui chegavam era a população negra. “Falta gente branca, dizia o conde de Palmeda para sua mulher, em 22 de janeiro de 1821, referindo-se à evidente superioridade numérica de negros no Rio. De um lado, a escravidão estava por toda parte e revelava, até nos mínimos detalhes, a violência do cotidiano: o rigor da jornada, a força dos castigos, as marcas de sevícias pelo corpo, o trato desigual e freqüentemente inumano.”
Tendo como referência a imagem, os textos e os conhecimentos de História, avalie os argumentos a seguir.
I. Esta pintura retrata com fidelidade as idéias expressas no texto de Lilia Schwarcz, registrando o rigor da jornada e a brutalidade dos castigos, o que indica o olhar minucioso de Debret.
II. Debret registrou, nos seus desenhos e pinturas, o esforço e o trabalho dos negros, detalhou seus corpos e seus costumes, retratou o regime escravista. Sua atenção aos detalhes do cotidiano nos possibilita reconstituir aspectos da sociedade brasileira da época da Independência.
III. O olhar estrangeiro se surpreendia com a força da presença negra nas cidades brasileiras, em razão dos diferentes contextos de seus países de origem. Algumas vezes, esses estrangeiros questionavam a escravidão mas freqüentemente pretendiam ressaltar a superioridade do homem branco.
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