
A diversidade arquitetônica de Higienópolis no início do século XX, bairro da metrópole de São Paulo, foi descrita por um observador da época nos seguintes termos: “Havia desde a pureza de uma frontaria fria à normanda, dos arabescos sinuosos ilógicos da arte-nova até o risonho ´cottage´ inglês, dos pontiagudos chalés da neve aos alpendrados espanhóis, às cúpulas e minaretes orientais, às varandas cobertas do norte, às vilas graciosas da Itália, às galerias do renascimento, ao exagero do barroco ou do plateresco, ao rústico suíço, até a horrível simetria esburacada do estilo pombalino.”
(Souza Pinto, citado em MORAES, José G. V. Cidade e cultura
urbana na Primeira República. São Paulo: Atual, 1994, p.53).
Essa grande diversidade cultural da Capital, refletida em sua arquitetura, está relacionada a uma seqüência histórica de processos socioeconômicos e territoriais no estado de São Paulo, entre eles
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