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São Paulo Etec-SP 2008.1 1ª Fase Questão: 4 Geografia Espaço Urbano 

CINEMINHA KOLYNOS
“O caminhãozinho passou anunciando pelo alto-falante: Atenção, meninos e meninas! Hoje à noite venham assistir ao Cineminha Kolynos, com a comédia ‘A casa mal assombrada’! Estrelando: o Gordo e o Magro! Kolynos, a pasta dental que dá brilho ao seu sorriso!
Ninguém jogou bola naquele dia. Nas conversas, era só o Gordo e o Magro, da época do cinema mudo. Foi um custo convencer meu pai a me deixar ir, precisou tia Leonor telefonar para ele.
O caminhãozinho da Kolynos, com um tubo de pasta de dente desenhado na porta, estacionou em frente à fábrica – ponto de encontro das pessoas do bairro: armaram a tela, instalaram o alto-falante na janela da fábrica e nós corremos para sentar na calçada. Achei um lugar bem perto da tela e assisti ao fi lme.
Começou com umas crianças loiras, parece que canadenses, escovando os dentinhos. Todos arrumados, de pijama azul os meninos e elas de cor-de-rosa. Nenhuma cárie visível. Muito diferentes das crianças que eu conhecia. As meninas pareciam as fadas dos livros. Depois vieram o Gordo e o Magro e choramos de rir na calçada.
Fiquei encantado pela magia do cinema e cheio de curiosidade pelas crianças, que voltaram a escovar os dentes no fi nal, para felicidade das mamães sorridentes, loiras e penteadinhas como elas.
Naquela noite, comecei a entender meu pai: existia outro mundo para lá das porteiras da estrada de ferro do Brás.”
(Adaptado de: VARELLA, Drauzio. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000, Coleção Memória e História.)

Além das informações contidas no texto Cineminha Kolynos, considere também estas, contidas em outro
capítulo do mesmo livro escrito por Drauzio Varella:

FUTEBOL
“Em 1950, ninguém tinha TV em casa na rua Henrique Dias. Os primeiros aparelhos de televisão estavam chegando ao Brasil e custavam muito caro. Eu escutava no rádio todos os jogos do São Paulo e até os do Corinthians, por causa do tio Constante.
Uma vez, meu tio Odilo prometeu me levar ao estádio do Pacaembu para ver o São Paulo se eu me portasse bem. Virei santo naquela semana de espera interminável. A rua inteira sabia que eu ia assistir a São Paulo versus Nacional, um time fraco escolhido a dedo pelo tio Odilo para não desiludir meu coração são-paulino.
Gostei d
o amendoim embrulhado em canudo de papel, achei lindo o verde do gramado, as cores dos uniformes e o estrondo dos foguetes, mas os jogadores me decepcionaram um pouco, apesar de ganharem por dois a zero.
Pelo rádio o jogo era mais emocionante: ‘Teixeirinha mata no peito, baixa na terra, passa por um, por

dois, invade a área, fulmina e é gol!’
Na minha imaginação infantil, aquele homem que matava no peito, invadia e fulminava tinha superpoderes. O gol do locutor reverberava em meus ouvidos, longo, interminável: gol do São Paulo! Quanta alegria!

No campo era menos emocionante, os jogadores de carne e osso erravam passes, chutavam para fora e perdiam gol cara a cara, exatamente como nós fazíamos na porta da fábrica.”
(Adaptado de: VARELLA, Drauzio. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000, Coleção Memória e História.)

 

Com base nas informações dadas e comparando-se as tecnologias, os costumes e os comportamentos relacionados com o lazer, no passado e no presente, pode-se verificar que 



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