
Analise o texto.
O ócio não é esse pecado que se aponta como a mãe de todos os vícios. Ao contrário, Aristóteles (filósofo da Grécia Antiga) atribui o progresso das ciências no Egito ao ócio concedido aos pesquisadores e aos homens de pensamento e estudo. A palavra ócio em grego é scholé, da qual deriva a palavra escola e, em latim, negotium (ou seja, negócio) negação do ócio.
De modo que podemos facilmente distinguir, dentro da sociedade antiga, os ociosos como os homens que escapavam ao trabalho manual para se dedicar à especulação e às conquistas do espírito. E hoje, pela técnica e pelo progresso social e político, o homem deixa a sua condição de escravo e penetra de novo no limiar da idade do ócio.
No mundo supertecnicizado que se anuncia o homem poderá alimentar sua preguiça inata, mãe da fantasia, da invenção e do amor.
(Adaptado de: ANDRADE, Oswald de. In: FONSECA, Cristina. Oswald de Andrade.)
Com base no texto, avalie os argumentos a seguir e identifi que aquele que pode ser considerado válido.
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