
O desenvolvimento fabril brasileiro estava em sua infância. O exíguo grupo capitalista organizado em oligarquia patronal que havia se lançado à criação de fabricas, estabelecera seus cálculos sobre uma base salarial baixíssima, salário de escravo, exploração brutal do braço humilde que se encontrava em abundância no país, gente de pé descalço e alimentação parca. E quanto à moradia, estava confinada a barracões em fundo de quintal, em porões insalubres, em casebres geminados (cortiços) próximos às fábricas e pelos quais pagava de aluguel mensal 15, 20, 30 mil reis. Esse proletariado fabril, em grande parte feminino e constituído de mocinhas, era o preferido para a industria têxtil, trabalhando das 6 da manhã às 8 horas da noite, com uma hora intermediária para o almoço. A anemia e a tuberculose faziam abundante ceifa anual.
(Everardo Dias. História das lutas sociais no Brasil)
Para protestar contra a situação (apresentada pelo texto), os operários criaram sindicatos. A greve era a principal arma de luta contra a exploração. Muitos dos operários e sindicalistas eram estrangeiros, principalmente portugueses, espanhóis e italianos. Em tal contexto, a Lei Adolfo Gordo criada pelo governo da República Velha, em 1907:
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