
Leia o poema para as questões 19 e 20:

Modinha do empregado de banco
Eu sou triste como um prático de farmácia sou quase tão triste como um homem que usa costeletas Passo o dia inteiro pensando nuns carinhos de mulher mas só ouço o tectec das máquinas de escrever. Lá fora chove e a estátua de Floriano fica linda. Quantas meninas pela vida afora E eu alinhando no papel as fortunas dos outros. Se eu tivesse estes contos punha a andar a roda da imaginação nos caminhos do mundo. E os fregueses do Banco que não fazem nada com estes contos! Chocam outros contos pra não fazerem nada com eles Também se o Diretor tivesse a minha imaginação o Banco já não existiria mais e eu estaria noutro lugar.
(Murilo Mendes)
Ainda sobre o poema de Murilo Mendes, assinale a incorreta. O “eu” poético:
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