
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(Manuel Bandeira, Poética, in: Libertinagem, 1930)
Nos famosos versos de Bandeira, que se tornaram verdadeiro porta-estandarte da estética modernista, o lirismo é associado a “loucos”, “bêbados” e “clowns”, porque a poesia:
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