
Leia um trecho de artigo de opinião intitulado “Ser jornalista é ser cidadão” e observe o uso das aspas, um recurso gráfico que precisa ser empregado com precisão.
Nos anos 80 e 90, o jornalismo passou a utilizar criminosos do mais alto escalão do tráfico como fonte de audiência. Fernandinho Beiramar, Marcola e Bem-te-vi ganharam as capas dos mais conceituados jornais e seus nomes eram constantemente mencionados nos noticiários da TV. Certo que as narrativas apresentavam os sangrentos currículos dos criminosos, mas para a lógica do crime, quanto mais pavoroso for o seu perfil criminal, mais ibope eles terão em suas comunidades. Como comentou a inspetora da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Maria Maggessi, ao escritor Silva Ramos
em seu livro “Mídia e Violência” em 2007: “Fazer uma capa com um bandido com cara de capeta e botar ‘este é o pior bandido do mundo, mais carniceiro’, é um puto de um ibope. Só serve para aumentar a autoestima deles”, disse a inspetora relacionando essa audiência ao estímulo provocado nos meninos do morro, que crescem tendo os “chefes do tráfico” como ponto de referência, como os heróis que pretendem ser
quando crescerem, temidos e respeitados por todos. Caliana Mesquita, Disponível em:
<http://www.circobrasileiro2011.no.comunidades.net/index>. Acesso em: 07 set. 2013.
No fragmento anterior, a função do emprego das aspas pelo autor está adequadamente justificada a seguir, EXCETO em:
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