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Santa Catarina CatólicaSC 2013.1 Questão: 31 Português Geral 

Os seguintes parágrafos, que formam artigo de Boaventura de Sousa Santos, publicado na Folha de S. Paulo de 04 de maio de 2008, estão fora de
ordem. Leia-os atentamente e assinale a única assertiva que apresenta CORRETAMENTE, por meio da sequência das letras (A, B, C, D, E) com as quais os parágrafos foram nomeados, a ordem original da paragrafação do artigo: 

A) Naquela época, o acordo teve lugar entre dois países em que a língua portuguesa era a língua “natural”. No caso português, o colonialismo
arraigado à mentalidade nacional impedia que as demais línguas faladas nas colônias e excolônias formassem um problema linguístico. No
brasileiro, o colonialismo interno impedia que as línguas indígenas existissem enquanto línguas nacionais: elas passaram por um processo de
apagamento simbólico. Portugal considerava-se o dono da língua portuguesa, mas, porque não o era de fato, o acordo só começou a ser
implementado em 1931. Na contemporaneidade, em pleno século XXI, observamos um quadro sócio-histórico diferente no que tange à língua
portuguesa.

B) Sendo a ortografia uma pequena dimensão da vida da língua, seria legítimo esperar que não fosse necessário o acordo ortográfico que propõe a unificação da língua portuguesa ou que, em sendo-o, ele pudesse ser celebrado sem dificuldade nem drama entre os países signatários. No caso da língua portuguesa e das relações entre Portugal e Brasil , assim não é, e há que se refletir um pouco sobre o porquê da dificuldade existente.

C) É essa indefinição que torna tão difícil o acordo ortográfico entre os países. Do lado português, a posição ante o acordo está assentada na ideia
de "rendição ao Brasil". Aparece, pois, o fantasma do colonialismo do inverso, em vez da ideia libertadora do inverso do colonialismo. Acontece que a inconsequência do acordo recentemente proposto tem consequências que não tinha, por exemplo, em 1911 – e é necessário voltar às primeiras décadas do século 20 para entender melhor a problemática.

D) Diferente porque hoje são oito os países de língua oficial portuguesa, e em seis deles a língua portuguesa coexiste com outras línguas nacionais, algumas delas mais faladas que o português. Nesses países, o contexto da política da língua é muito mais complexo. Diante disso, parece claro que mexer no português só faz sentido se se mexer nas línguas nacionais, e mexer nestas, em países que há pouco saíram de uma guerra civil, pode ter consequências bem mais graves que as do drama lusobrasileiro anteriormente exposto. Conclui-se, então, que a língua portuguesa deve ser
deixada em paz, entregue à turbulência da diversidade que torna possível que nosentendamos todos em português.

E) A razão fundamental para essa dificuldade reside no fantasma do colonialismo inverso que há séculos assombra as relações entre lusitanos
e brasileiros. Por séculos, a única colônia com propósitos de ocupação efetiva no império português, o Brasil, foi sempre e simultaneamente um tesouro e uma ameaça grandes demais para Portugal. A partir do século 18, Portugal foi o centro de um império e

uma colônia informal da Inglaterra. À semiperifericidade de Portugal correspondeu a semicolonialidade do Brasil, tão bem analisada por Antonio Candido. A relação colonizadorcolonizado entre Brasil e Portugal foi sempre uma relação à beira do colapso ou à beira da inversão, gerando um quadro sociopolítico um tanto indefinido.

Fonte: Folha de S. Paulo, 04/05/2008. Adaptado.



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