
Já o boxe brasileiro trouxe novidades e boas surpresas. Ausentes do pódio olímpico desde 1968, os pugilistas garantiram medalhas – uma delas, de prata – para a delegação brasileira. Os irmãos Falcão foram o destaque, junto com a boxeadora Adriana Araújo, que conquistou o inédito bronze feminino na categoria até 60 kg.
“Meu pai é conhecido como Touro Moreno. Ele lutou judô em Vitória, no Espírito Santo, por uns dez anos. Já era faixa preta antes de eu nascer. Foi para o vale-tudo, ficou conhecido e depois entrou no boxe. Foi dele a ideia de me dar o nome de Esquiva, porque naquela época o técnico não podia gritar ‘Direita, esquerda, esquiva!’ para o lutador. Então ele pensou que, se me chamasse pelo nome, eu já saberia que era para me esquivar. Não tinha como fugir do destino.
Quando eu era mais novo, não ligava para o boxe, mas com 11 anos comecei a me envolver, dar uma corridinha e praticar um pouco, por influência do meu pai. Ele não me obrigava, mas dizia que eu tinha talento, então comecei a treinar no quintal de casa com ele. Com 13 anos fiz minha primeira luta: ganhei, fiquei feliz. Era o incentivo de que eu precisava. Depois, vim para São Paulo com meu irmão mais velho para treinar.
Aos 18 anos, disputei o Campeonato Brasileiro e peguei prata. Alguém da seleção brasileira me viu e me chamou para fazer parte da equipe. Então, comecei a viajar. Eu era louco para ir à Rússia por causa do frio, da neve, que nunca tinha visto. Cuba também era um lugar que eu queria muito conhecer pela sua história no boxe. Em 2011 o técnico me avisou do Mundial, que já era classificatório para a Olimpíada. Deu tudo certo, ganhei o bronze e a vaga. Aí meu pai ficou feliz. Foi o meu momento de fama, e o dele também – deu um monte de entrevistas e até hoje fala: ‘Esse aqui é meu filho, o terceiro melhor do mundo!’ Fico envergonhado, mas é uma felicidade. Eu cheguei mais longe do que meu pai, mas o meu sucesso é o dele, e o dele é o meu.”
TAM nas nuvens. Ano 05, nº 54, junho/2012. p.98.
“Já era faixa preta antes de eu nascer.” Nessa oração, a expressão destacada tem a mesma função sintática do termo sublinhado no período:
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