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Rio de Janeiro CMRJ - 6o 2010.2 Questão: 4 Português Geral 

TEXTO I

Sete faces do herói

Quem é o herói? Desde que época existe? Para que povos? Por que há tantas histórias de herói na mitologia?

Para o professor americano Joseph Campbell, “porque é sobre isso [o herói] que vale a pena escrever. O protagonista [personagem principal] é um herói ou uma heroína que descobriu ou realizou alguma coisa além do nível normal das realizações ou de experiências.  O herói é alguém que deu a própria vida por algo maior que ele mesmo”.

Os heróis existem em todas as culturas, em todas as épocas. O que desperta o espanto (e o interesse) dos pesquisadores é o fato de, mesmo entre povos muito diferentes, haver tipos de heróis parecidos. Segundo a mitologia grega, Prometeu foi o deus-herói que roubou o fogo do céu e o deu aos homens, o que lhes possibilitou desenvolver-se e equiparar-se a deuses. Na cultura esquimó há um herói equivalente, o Corvo, que voa ao céu para idêntico roubo. Cada nação ou povo tem suas próprias histórias mitológicas a respeito de heróis civilizadores, que fundaram cidades ou trouxeram leis básicas, como o hebreu Moisés: ele deu ao povo os Dez Mandamentos, que ainda hoje orientam o cristianismo.

As atitudes básicas do herói – matando monstros, trazendo luz (conhecimento, razão), entrando em cavernas desconhecidas – seriam símbolos que ajudariam a fornecer um modelo de comportamento para os homens. Desse modo, se, por exemplo, um herói tem de caminhar ao lado de um despenhadeiro, está simbolicamente mostrando quais sentimentos (equilíbrio, autocontrole) as pessoas devem apresentar para superar seus despenhadeiros (insegurança diante dos amigos, timidez, falta de iniciativa no emprego).

Além dos heróis lendários, há aqueles reais, que tiveram sua biografia transformada em lenda pelo culto dos demais. Esse culto pode virar religião, se a força da palavra do herói convertê-lo em santo ou mestre – é o caso de Jesus, Buda, Maomé: homens iluminados, heróis da fé. Ou virar literatura, na forma de canção, poema, romance, filme, programa de tevê...

KUPSTAS, Márcia. Sete faces do herói. São Paulo: Moderna, 1992. p. 8-9. (fragmento adaptado)


Das “atitudes básicas do herói”, apenas a de “trazer luz (conhecimento, razão)” foge do modelo de coragem e bravura das ações de “matar monstros” e “entrar em cavernas desconhecidas”. “Trazendo luz”, o herói mostra uma preocupação com:  



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